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GLOIRE

Posted by Eduardo Gomes


As mãos forjadas em fogo bradam imponente no ar e colidem com o próprio peito para poder expulsar o som gutural da vitória. Dessa vez a dor não salgou as lágrimas que cascateiam o rosto, apenas limparam a poeira da descrença em sua blindagem.
Os joelhos curvam-se mais uma vez para equilibrar nas costas o peso da responsabilidade trazida pela glória. Então me levanto, para que o gesto não seja confundido com submissão ou agradecimento divino.
Nessa caminhada, o cansaço traz junto de sua sombra os sussurros que clamam para abandonar tudo. E a luz que se enxerga ao fim da estrada pode nos impulsionar para a chegada ou nos empurrar para as armadilhas.
O peso dos passos não deixa o andar vagaroso, torna-o firme e desafia o que está embaixo a sustentar-se. As faíscas de coragem que se espalham pelo terreno ardil ofuscam qualquer medo de outrora e trazem a certeza da vitória.

2 comentários:

  1. Jude Araujo

    E em qualquer estrada em que decidamos conhecer o fim, sempre haverá andanças pesadas. Que só a fé em nós mesmos nos ajudará a dar cada passo.
    Lindo texto, Mano!

  1. N3lio

    "Então me levanto, para que o gesto não seja confundido com submissão ou agradecimento divino."

    perfeito man... a glória é toda sua!!! submissão é para os fracos, agradecimento divino para os "burros". (mesmo colocando entre "" é capaz disso gerar uma polêmica... rsrs)

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